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Emprego

19,5% de desemprego dos 16 aos 24 anos, mais do triplo do total

A taxa cai a cada degrau de idade até aos 4,1% dos 45 aos 54 anos. Entre os mais novos, as raparigas ficam 4 pontos acima dos rapazes.

Por André Antão

Jovens sentados à volta de uma mesa com folhas de papel, marcadores coloridos e uma caneca verde, vistos sem os rostos
Foto: StockSnap / Pixabay

Em Portugal, 19,5% dos ativos dos 16 aos 24 anos estavam desempregados em 2025, segundo o Inquérito ao Emprego do INE. Em 2024, a taxa era de 21,6%, por isso desceu 2,1 pontos percentuais num ano. Na prática, em cada 100 jovens desta idade que trabalham ou procuram trabalho, perto de 20 não têm emprego. Nestes dados do INE, nenhuma outra divisão afasta tanto os números como a idade. O INE atualizou estes valores anuais em fevereiro de 2026.

O desemprego desce a cada degrau de idade

Dos 25 aos 34 anos, a taxa de desemprego cai para 7,5%. Dos 35 aos 44 anos fica nos 4,4%, e dos 45 aos 54 anos chega ao valor mais baixo, com 4,1%. Dos 55 aos 74 anos volta a subir um pouco, para 4,7%. No conjunto da população ativa, a taxa de 2025 foi de 6%, contra 6,4% em 2024. Assim, o desemprego dos mais novos é mais de três vezes o do total e quase cinco vezes o dos 45 aos 54 anos.

Gráfico de barras da taxa de desemprego por idade em Portugal em 2025: 19,5% dos 16 aos 24 anos, 7,5% dos 25 aos 34, 4,4% dos 35 aos 44, 4,1% dos 45 aos 54, 4,7% dos 55 aos 74 e 6% no total.
Desempregados em % da população ativa de cada grupo de idade, Portugal, 2025. Fonte: INE, Inquérito ao Emprego.

As raparigas ficaram mais longe dos rapazes

Entre as raparigas dos 16 aos 24 anos, a taxa foi de 21,6% em 2025. Entre os rapazes da mesma idade ficou nos 17,6%, ou seja, 4 pontos abaixo. Um ano antes, a distância era menor, com 22,4% nas raparigas e 20,9% nos rapazes. A taxa dos rapazes desceu 3,3 pontos e a das raparigas só 0,8 pontos. No total da população ativa, as mulheres também ficam acima, com 6,5% contra 5,5% nos homens.

Quem tem uma limitação de saúde está mais vezes sem emprego

O INE separa também quem tem uma limitação nas atividades do dia a dia por causa de um problema de saúde. Neste grupo, a taxa de desemprego foi de 8,6% em 2025, contra 5,7% em quem não tem limitação. A diferença é de 2,9 pontos e já existia em 2024, com 8,8% e 6,1%. Em várias idades, o próprio INE assinala que as estimativas deste grupo têm pouca precisão. Por isso, o valor que conta mais é o do total, que não tem esse aviso.

A taxa conta quem procura trabalho, não quem estuda

Um desempregado é alguém sem trabalho, disponível e à procura de emprego. A taxa divide estas pessoas pela população ativa, que junta quem tem emprego e quem o procura. Os jovens que só estudam ficam fora da conta, por isso 19,5% não quer dizer que um em cada cinco jovens esteja desempregado. Os números vêm de um inquérito às famílias, e não das inscrições nos centros de emprego do IEFP. A série usa a população calibrada com os Censos 2021.

Fontes

Como verificámos: As taxas foram conferidas na base de dados do INE (Inquérito ao Emprego, atualizado a 4 de fevereiro de 2026), por idade, sexo e limitação de saúde, em 2024 e 2025. As diferenças em pontos percentuais e as proporções foram recalculadas a partir dos valores oficiais.

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