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Economia

Retalho cresce só 0,1% em setembro, o ritmo mais fraco desde 2023

Os produtos não alimentares desceram pela primeira vez desde março de 2024, com a roupa e os computadores em queda. Os bens para o lar subiram 5,8%.

Por André Antão

Casacos e camisas pendurados em cabides numa arara de roupa, com uma rua desfocada ao fundo
Foto: Pexels / Pixabay

As vendas do comércio a retalho em Portugal cresceram só 0,1% em setembro de 2026, face a setembro de 2025, segundo o INE. A conta é feita em volume, ou seja, sem o efeito das variações de preços. Na prática, as lojas venderam quase a mesma quantidade de bens que um ano antes, o ritmo mais fraco desde outubro de 2023. Em agosto, o crescimento ainda era de 2%, e em setembro de 2025 chegava aos 6,3%. Face a agosto, o volume de vendas desceu 1%.

Os produtos não alimentares caíram pela primeira vez desde março de 2024

Nas lojas de produtos não alimentares, o volume de vendas desceu 0,8% em setembro, face ao mesmo mês de 2025. É a primeira descida desde março de 2024, quando a variação foi de menos 1,3%. Em agosto, este grupo ainda crescia 3,5%, e em setembro de 2025 subia 7,4%. Sem contar com os combustíveis, cujo valor de setembro não está disponível, a descida foi de 0,3%. Face a agosto, as vendas de produtos não alimentares recuaram 2,5%, e as de alimentares subiram 1,4%.

Gráfico de colunas da variação homóloga do volume de vendas do comércio a retalho em Portugal em 2026: 6,3% em março, 5,3% em abril, 2,8% em maio, 2,4% em junho, 2,5% em julho, 2% em agosto e 0,1% em setembro.
Variação do volume de negócios do comércio a retalho face ao mesmo mês do ano anterior, sem o efeito dos preços e ajustada dos dias úteis e da época do ano, março a setembro de 2026. Fonte: INE.

Os alimentares voltaram a subir, mas a um ritmo mais lento do que em 2025

Nos produtos alimentares, bebidas e tabaco, o volume de vendas subiu 1,4% em setembro. Em agosto tinha descido 0,3%, a primeira descida deste grupo desde dezembro de 2023. Nas lojas não especializadas com predominância alimentar, como os supermercados, a subida foi de 2,3%. Ainda assim, o ritmo fica longe dos 4,6% de setembro de 2025. Ao longo de 2026, o crescimento das vendas alimentares abrandou, dos 4,2% de janeiro e fevereiro para 1,3% em junho.

A roupa e os computadores descem, os bens para o lar sobem

Nas lojas de computadores, telecomunicações e livros, o volume de vendas desceu 4,4% em setembro, a maior descida entre os grandes grupos de produtos. No vestuário, calçado e artigos de couro, a descida foi de 4,3%. Em agosto, as duas áreas ainda cresciam 3,2% e 5,4%. Os bens para o lar subiram 5,8%, e os produtos farmacêuticos, cosméticos e de higiene subiram 2,7%. A maior subida, de 11,8%, foi nas vendas feitas fora de lojas, bancas, feiras ou unidades móveis de venda.

No comércio no seu conjunto, as vendas recuaram 0,3%

No total do comércio, que junta o retalho, o comércio por grosso e o de automóveis, o volume de negócios desceu 0,3% em setembro. O comércio por grosso caiu 1,7%, e o de automóveis e motociclos subiu 3,3%. No 3.º trimestre de 2026, as vendas do comércio cresceram 0,9% face ao mesmo trimestre de 2025, menos 1,6 pontos do que no trimestre anterior. Os índices do INE descontam o efeito dos preços e o efeito dos dias úteis e da época do ano. Os dados foram divulgados a 2 de novembro de 2026, e os de outubro saem a 27 de novembro.

Fontes

Como verificámos: As variações foram conferidas na base de dados do INE (indicadores 0012019 e 0012009, atualizados a 2 de novembro de 2026), mês a mês de janeiro de 2022 a setembro de 2026, e no destaque do INE de 2 de novembro de 2026. Provisório: falta a verificação independente.

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