Economia
Retalho cresce só 0,1% em setembro, o ritmo mais fraco desde 2023
Os produtos não alimentares desceram pela primeira vez desde março de 2024, com a roupa e os computadores em queda. Os bens para o lar subiram 5,8%.
As vendas do comércio a retalho em Portugal cresceram só 0,1% em setembro de 2026, face a setembro de 2025, segundo o INE. A conta é feita em volume, ou seja, sem o efeito das variações de preços. Na prática, as lojas venderam quase a mesma quantidade de bens que um ano antes, o ritmo mais fraco desde outubro de 2023. Em agosto, o crescimento ainda era de 2%, e em setembro de 2025 chegava aos 6,3%. Face a agosto, o volume de vendas desceu 1%.
Os produtos não alimentares caíram pela primeira vez desde março de 2024
Nas lojas de produtos não alimentares, o volume de vendas desceu 0,8% em setembro, face ao mesmo mês de 2025. É a primeira descida desde março de 2024, quando a variação foi de menos 1,3%. Em agosto, este grupo ainda crescia 3,5%, e em setembro de 2025 subia 7,4%. Sem contar com os combustíveis, cujo valor de setembro não está disponível, a descida foi de 0,3%. Face a agosto, as vendas de produtos não alimentares recuaram 2,5%, e as de alimentares subiram 1,4%.
Os alimentares voltaram a subir, mas a um ritmo mais lento do que em 2025
Nos produtos alimentares, bebidas e tabaco, o volume de vendas subiu 1,4% em setembro. Em agosto tinha descido 0,3%, a primeira descida deste grupo desde dezembro de 2023. Nas lojas não especializadas com predominância alimentar, como os supermercados, a subida foi de 2,3%. Ainda assim, o ritmo fica longe dos 4,6% de setembro de 2025. Ao longo de 2026, o crescimento das vendas alimentares abrandou, dos 4,2% de janeiro e fevereiro para 1,3% em junho.
A roupa e os computadores descem, os bens para o lar sobem
Nas lojas de computadores, telecomunicações e livros, o volume de vendas desceu 4,4% em setembro, a maior descida entre os grandes grupos de produtos. No vestuário, calçado e artigos de couro, a descida foi de 4,3%. Em agosto, as duas áreas ainda cresciam 3,2% e 5,4%. Os bens para o lar subiram 5,8%, e os produtos farmacêuticos, cosméticos e de higiene subiram 2,7%. A maior subida, de 11,8%, foi nas vendas feitas fora de lojas, bancas, feiras ou unidades móveis de venda.
No comércio no seu conjunto, as vendas recuaram 0,3%
No total do comércio, que junta o retalho, o comércio por grosso e o de automóveis, o volume de negócios desceu 0,3% em setembro. O comércio por grosso caiu 1,7%, e o de automóveis e motociclos subiu 3,3%. No 3.º trimestre de 2026, as vendas do comércio cresceram 0,9% face ao mesmo trimestre de 2025, menos 1,6 pontos do que no trimestre anterior. Os índices do INE descontam o efeito dos preços e o efeito dos dias úteis e da época do ano. Os dados foram divulgados a 2 de novembro de 2026, e os de outubro saem a 27 de novembro.
Fontes
- INE, Índice de volume de negócios no comércio, ajustado de efeitos de calendário e de sazonalidade, deflacionado (taxa de variação homóloga, base 2021) por agrupamento do comércio, mensal, indicador 0012019, atualizado a 2 de novembro de 2026, janeiro de 2025 a setembro de 2026
- INE, o mesmo indicador 0012019, janeiro de 2022 a dezembro de 2024
- INE, Índice de volume de negócios no comércio, ajustado de efeitos de calendário e de sazonalidade, deflacionado (taxa de variação mensal, base 2021) por agrupamento do comércio, mensal, indicador 0012009, atualizado a 2 de novembro de 2026
- INE, destaque «Índices de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio, setembro de 2026», 2 de novembro de 2026
Como verificámos: As variações foram conferidas na base de dados do INE (indicadores 0012019 e 0012009, atualizados a 2 de novembro de 2026), mês a mês de janeiro de 2022 a setembro de 2026, e no destaque do INE de 2 de novembro de 2026. Provisório: falta a verificação independente.