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Novas rendas sobem 9,7% em 2025, no concelho de Lisboa só 3,5%

O aumento abrandou face a 2024. O Oeste e Vale do Tejo e o Norte lideram as subidas, e o concelho do Porto aproxima-se do de Lisboa.

Por André Antão

Fachada de um prédio de habitação antigo num pátio de Lisboa, com roupa estendida nas janelas e varandas de ferro
Foto: KarinKarin / Pixabay

As rendas dos novos contratos de arrendamento subiram 9,7% em Portugal em 2025, para uma mediana de 9,29 € por metro quadrado. Um ano antes, a mediana era de 8,47 €, o que dá mais 0,82 € por cada metro quadrado. Para quem assinou um contrato novo, a renda mediana por metro quadrado ficou quase um décimo mais alta do que em 2024. O aumento continua forte, mas foi menor do que no ano anterior. Os valores são do INE, na versão que atualizou a 29 de setembro de 2026.

O aumento foi menor do que em 2024

Em 2024, a renda mediana dos novos contratos tinha subido 11,2%, depois de uma subida de 10,8% em 2023. Os 9,7% de 2025 são o aumento mais baixo destes três anos. As rendas não desceram, apenas subiram a um ritmo mais lento. Visto de mais longe, o salto é grande. Em 2020, a mediana era de 5,79 € por metro quadrado, por isso as rendas dos novos contratos ficaram 60,4% mais caras em cinco anos.

Gráfico de barras da subida da renda mediana por metro quadrado dos novos contratos de arrendamento de 2024 para 2025: Oeste e Vale do Tejo 11,6%, Norte 10,8%, Portugal 9,7%, Centro 9,6%, Península de Setúbal, Alentejo e Açores 8,8%, Algarve 8,1%, Madeira 6,8% e Grande Lisboa 6,5%.
Variação da renda mediana por metro quadrado dos novos contratos de arrendamento, de 2024 para 2025, por região NUTS II. Fonte: INE.

O Oeste e Vale do Tejo e o Norte sobem mais depressa

Entre as nove regiões do país, as rendas subiram mais no Oeste e Vale do Tejo, com 11,6%, e no Norte, com 10,8%. O Centro ficou perto do valor nacional, com 9,6%. Na Península de Setúbal, no Alentejo e nos Açores, a subida foi de 8,8%, e no Algarve de 8,1%. Os aumentos mais pequenos foram na Grande Lisboa, com 6,5%, e na Madeira, com 6,8%. São também as duas regiões com as rendas mais altas.

O concelho de Lisboa continua o mais caro, mas sobe menos

Na Grande Lisboa, a renda mediana chegou a 14,19 € por metro quadrado, duas vezes e meia os 5,68 € do Alentejo. No concelho de Lisboa, o valor foi de 16,88 €, com uma subida de apenas 3,5%. Em 2024, o aumento no concelho tinha sido de 6%. No concelho do Porto, a renda mediana subiu 7%, para 14,13 €. A distância entre as duas cidades encolheu de 3,10 € para 2,75 € por metro quadrado.

A mediana deixa de fora os contratos antigos

O valor publicado é o do meio das rendas por metro quadrado dos contratos de arrendamento novos de cada ano. Metade dos contratos tem uma renda por metro quadrado abaixo deste valor e a outra metade acima. Ao contrário da média, a mediana não é puxada para cima por meia dúzia de casas de luxo. As rendas de contratos assinados em anos anteriores não entram nestas contas. O INE calcula a série com um método novo, de 2026, e reviu os valores desde 2020.

Fontes

Como verificámos: Os valores foram conferidos nos dados do INE (indicador 0014698, atualizado a 29 de setembro de 2026), para Portugal, as nove regiões e os concelhos de Lisboa e do Porto, de 2020 a 2025. As variações foram recalculadas a partir dos valores oficiais.

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