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Preços

Gasóleo custa mais 36,8% do que há um ano, a gasolina mais 21,6%

Em janeiro, o gasóleo ainda estava mais barato do que um ano antes. Desde março, sobe a dois dígitos e puxa os transportes para o topo da inflação.

Por André Antão

Pistola de abastecimento de combustível encaixada no depósito de um carro branco
Foto: Engin_Akyurt / Pixabay

Encher o depósito ficou muito mais caro: em setembro de 2026, o gasóleo custava mais 36,8% do que um ano antes, segundo o INE. A gasolina subiu 21,6% no mesmo período. Os preços no consumidor, no seu conjunto, aumentaram 3,6%. O gasóleo subiu, portanto, cerca de dez vezes mais depressa do que o cabaz médio. Em contas simples, quem gastava 50 € em gasóleo há um ano precisa agora de cerca de 68 € para a mesma quantidade.

Setembro trouxe a maior subida do ano

No início de 2026, o gasóleo estava mais barato do que um ano antes. Em janeiro, o preço ficou 5,9% abaixo do de janeiro de 2025, e em fevereiro 3,8% abaixo. A viragem chegou em março, com uma subida de 16,3%, e em abril a taxa já ia nos 31,6%. No verão abrandou para 19,3% em junho e 18,5% em julho, mas voltou a acelerar para 30,2% em agosto. Os 36,8% de setembro são a taxa mais alta deste ano, de janeiro a setembro.

Gráfico de barras da variação dos preços entre setembro de 2025 e setembro de 2026 em Portugal: gasóleo 36,8%, gasolina 21,6%, transportes 8,2%, inflação geral 3,6% e alimentação 2,4%.
Variação homóloga do índice de preços no consumidor em setembro de 2026, em %. Alimentação inclui as bebidas não alcoólicas. Fonte: INE.

Os transportes são a parte que mais sobe

Das treze grandes categorias de despesa que o INE acompanha, os transportes tiveram a maior subida em setembro, com 8,2%. Logo a seguir vieram os restaurantes e serviços de alojamento, com 7,3%. A alimentação e as bebidas não alcoólicas subiram bem menos, 2,4%, e o vestuário e calçado até ficou 2% mais barato. A inflação geral passou de 3,3% em agosto para 3,6% em setembro. Em janeiro estava nos 1,9%, por isso quase duplicou desde o início do ano.

O combustível do aquecimento subiu ainda mais

A subida não fica pela estrada. Os combustíveis líquidos usados no aquecimento das casas custavam em setembro mais 43% do que um ano antes. É a maior subida de toda a lista de preços do INE. Na energia da casa, o resto da fatura mexeu pouco. A eletricidade subiu apenas 0,4% e o gás natural da rede até ficou 2,7% mais barato. Para as famílias que aquecem a casa com estes combustíveis, o mesmo depósito custava em setembro bem mais do que um ano antes.

Uma comparação com o mesmo mês do ano anterior

Todas estas taxas comparam os preços de setembro de 2026 com os de setembro de 2025. Mostram quanto a mesma compra encareceu num ano, e não quanto o preço mudou de um mês para o outro. O INE calcula o índice de preços no consumidor a partir de um cabaz que representa as despesas das famílias. Os valores de setembro saíram a 13 de outubro de 2026. Para medir quanto mudou o seu próprio gasto com combustível, basta calcular a variação percentual entre a fatura antiga e a nova.

Fontes

Como verificámos: As taxas foram conferidas nos dados do INE (índice de preços no consumidor, base 2025, atualizado a 13 de outubro de 2026), mês a mês de janeiro a setembro. Os arredondamentos e as contas do exemplo foram recalculados a partir dos valores oficiais.

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