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Preços

Casas usadas sobem 18% num ano em Portugal, as novas 12,3%

A subida abrandou pelo 2.º trimestre seguido, mas Portugal tem o maior aumento de preços entre os 26 países da UE com dados.

Por André Antão

Fachadas de prédios de habitação antigos, com varandas de ferro, ao longo de uma rua de Lisboa
Foto: stedom / Pixabay

No 2.º trimestre de 2026, as casas em Portugal ficaram 16,5% mais caras do que um ano antes, segundo o INE. Nas casas usadas, a subida foi de 18%, e nas casas novas ficou nos 12,3%. Para quem procura casa, a diferença conta, porque é nas casas usadas que os preços mais sobem. Uma casa que valesse 200 000 € um ano antes valeria agora cerca de 233 000 €, se seguisse a média do mercado. O INE divulgou estes números do Índice de Preços da Habitação a 22 de setembro de 2026.

A subida abranda pelo 2.º trimestre seguido

O ritmo foi mais alto no 4.º trimestre de 2025, com uma subida homóloga de 18,9%. Desceu para 17,8% no 1.º trimestre de 2026 e para 16,5% no 2.º trimestre. Abrandar não quer dizer que os preços baixaram. Quer dizer que continuam a subir, mas um pouco mais devagar. No 2.º trimestre de 2025, a subida tinha sido de 17,2%, por isso o valor atual é o mais baixo dos últimos cinco trimestres.

Gráfico de colunas da variação homóloga dos preços das casas em Portugal: 17,2% no 2.º trimestre de 2025, 17,7% no 3.º, 18,9% no 4.º, 17,8% no 1.º trimestre de 2026 e 16,5% no 2.º.
Variação dos preços das casas face ao mesmo trimestre do ano anterior, todas as casas. Fonte: INE.

As casas usadas sobem mais depressa do que as novas

A distância entre os dois tipos de casa mantém-se. No 2.º trimestre, as usadas subiram 18% e as novas 12,3%, uma diferença de 5,7 pontos percentuais. As usadas também abrandaram, depois de uma subida de 20,9% no 4.º trimestre de 2025. Nas novas, a subida encolheu em todos os trimestres desde o 2.º trimestre de 2025, quando era de 14,5%. Para quem compra, é no mercado das casas usadas que a pressão sobre os preços continua maior.

Portugal tem a maior subida entre os países da UE com dados

O Eurostat, que recebe estes índices do INE, mostra os mesmos valores para Portugal e coloca o país no topo. No 2.º trimestre de 2026, a subida portuguesa de 16,5% foi a maior entre os 26 países da UE com dados. Seguiram-se a Bulgária, com 15,5% (valor provisório), e a Lituânia, com 14,3%. A média da UE ficou nos 4,7%, o que quer dizer que os preços em Portugal subiram mais de três vezes mais depressa. Na Alemanha, a subida ficou nos 0,6%, um valor ainda provisório.

O índice mede casas vendidas, não anúncios

O Índice de Preços da Habitação acompanha os preços de todas as casas compradas pelas famílias, novas e usadas, em apartamentos e moradias. Conta o preço das vendas feitas, não o valor pedido nos anúncios nem as rendas. A variação homóloga compara cada trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior. Assim, as subidas não se confundem com os altos e baixos normais de cada época do ano. O INE calcula o índice com o ano de 2025 como base.

Fontes

Como verificámos: Os valores foram conferidos nos dados do INE (indicador 0014767, atualizado a 22 de setembro de 2026) e a comparação europeia nos dados do Eurostat (série prc_hpi_q, atualizada a 1 de outubro de 2026). Os valores da Bulgária e da Alemanha são provisórios. As diferenças foram recalculadas a partir dos valores oficiais.

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