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Emprego

Desemprego registado cai 10,1% num ano: menos 30 616 inscritos

O Norte puxa a descida, com menos 16,7% de inscritos. Entre quem tem curso superior, o número quase não mexe num ano.

Por André Antão

Gráfico de barras da descida do desemprego registado entre setembro de 2025 e setembro de 2026: Norte 16,7%, Portugal 10,1%, Madeira 8,4%, Algarve 6,9%, Centro 6,8%, Alentejo 5,1%, Lisboa e Vale do Tejo 4,7% e Açores 4,5%.
Descida, em %, do número de desempregados inscritos nos centros de emprego no fim do mês, face ao mesmo mês do ano anterior. Fonte: IEFP.

No fim de setembro de 2026, havia menos 30 616 desempregados inscritos em Portugal do que um ano antes, uma descida de 10,1%. Os centros de emprego do IEFP contavam 271 984 pessoas nesta situação, contra 302 600 em setembro de 2025. Para quem procura trabalho, isto quer dizer menos gente à espera de uma resposta nas listas oficiais. Face a agosto, a descida foi mais curta, de 1 739 pessoas. Este número conta só quem se inscreveu como desempregado e não é a taxa de desemprego, que o INE mede por inquérito às famílias.

O Norte lidera uma descida que chega a todas as regiões

O desemprego registado desceu em todas as regiões face a setembro de 2025. O Norte teve a maior queda, de 16,7%, com menos 20 763 inscritos num só ano. Seguem-se a Madeira, com 8,4%, o Algarve, com 6,9%, e o Centro, com 6,8%. As descidas mais curtas foram no Alentejo (5,1%), em Lisboa e Vale do Tejo (4,7%) e nos Açores (4,5%). O Norte e Lisboa e Vale do Tejo continuam a concentrar a maior parte dos inscritos, com 38,1% e 34,6% do total do país.

Os jovens inscritos descem mais do que a média

Entre os desempregados com menos de 25 anos, a descida foi de 15,7% num ano, para 28 569 pessoas. São menos 5 334 jovens inscritos do que em setembro de 2025. O grupo que procura o primeiro emprego também encolheu, 13,2%, para 27 423 pessoas. De agosto para setembro, porém, os jovens inscritos subiram 7,8%, mais 2 075 pessoas. No conjunto, os jovens com menos de 25 anos pesam 10,5% de todos os desempregados inscritos.

Com curso superior, o número quase não mexe

Os desempregados com ensino superior foram os que menos desceram, só 1,2% num ano, para 42 666 pessoas. Como os outros grupos caíram mais depressa, o peso de quem tem curso superior subiu de 14,3% para 15,7% do total. Entre os homens com curso superior, o número até aumentou 2,3%, enquanto nas mulheres desceu 3,2%. Nos outros níveis, a descida foi mais forte, de 8,1% no secundário e de 14,1% no 3.º ciclo do básico. O secundário continua a ser o nível mais comum, com 37,3% dos inscritos.

As mulheres são mais de metade dos inscritos

Em setembro de 2026, havia 155 422 mulheres inscritas como desempregadas, 57,1% do total, contra 116 562 homens. A descida num ano foi quase igual nos dois sexos, de 10,2% nas mulheres e de 10% nos homens. Também diminuíram os inscritos há um ano ou mais, os desempregados de longa duração, que caíram 11,6% para 105 918. Ainda assim, representam 38,9% de quem está inscrito, quase quatro em cada dez.

Há mais colocações e menos ofertas paradas

Ao longo de setembro, os centros de emprego fizeram 9 995 colocações, ou seja, ofertas preenchidas com candidatos apresentados pelos centros de emprego. São mais 3% do que no mesmo mês de 2025. No fim do mês, havia 17 681 ofertas de emprego por preencher, menos 5,9% do que um ano antes. Menos ofertas paradas tanto podem ser vagas preenchidas mais depressa como menos vagas comunicadas, e estes dados não separam as duas coisas. Para quem está inscrito, o sinal mais claro é uma lista de desempregados mais curta em todo o país.

Fontes

Como verificámos: Os valores foram conferidos nos quadros oficiais do IEFP de setembro de 2026 (desemprego por sexo, idade, escolaridade e região, ofertas e colocações). As variações e os pesos foram recalculados a partir dos números absolutos publicados.

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