Economia
PIB cresce 2,4% num ano no 3.º trimestre, mas só 0,2% face ao anterior
Face a 2025, o consumo e o investimento abrandaram. Ainda assim, 2026 segue acima do ritmo de 2025, quando o crescimento ficou entre 1,8% e 2,1%.
A economia portuguesa cresceu 2,4% no 3.º trimestre de 2026, face ao mesmo trimestre de 2025, segundo a estimativa rápida do INE. A conta é feita em volume, ou seja, sem o efeito da subida dos preços. Na prática, o país produziu mais bens e serviços do que um ano antes, a um ritmo um pouco mais lento do que na primavera. No 2.º trimestre, o crescimento tinha sido de 2,6%. O INE publicou estes números a 30 de outubro de 2026.
Face ao trimestre anterior, o PIB subiu só 0,2%
Comparado com o 2.º trimestre de 2026, o PIB aumentou só 0,2%. Entre abril e junho, a subida tinha sido de 0,9%, e no 4.º trimestre de 2025 chegou a 1%. O valor de 0,2% repete o do 1.º trimestre de 2026 e o do 3.º trimestre de 2024. Desde o 3.º trimestre de 2024, o PIB só desceu face ao trimestre anterior no início de 2025, com menos 0,2%. Os dados estão corrigidos dos efeitos de calendário e da época do ano.
Face a 2025, o consumo e o investimento abrandaram
O INE explica que a procura interna continuou a puxar pelo crescimento, mas com menos força do que no trimestre anterior. Na comparação com 2025, abrandaram o investimento e as despesas de consumo final. As trocas com o exterior travaram menos o crescimento, porque as importações abrandaram mais do que as exportações. Face ao 2.º trimestre, o consumo privado cresceu menos e o investimento voltou a subir depois de ter caído. Nessa comparação, as exportações desceram mais do que as importações e as trocas com o exterior pesaram um pouco.
Em 2026, a economia cresce mais depressa do que em 2025
Nos três primeiros trimestres de 2026, a variação face ao ano anterior foi de 2,4%, 2,6% e 2,4%. Em 2025, os valores trimestrais ficaram entre 1,8% e 2,1%, com 1,9% no último trimestre. O 3.º trimestre de 2026 cresce assim 0,3 pontos acima do 3.º trimestre de 2025. Ainda assim, fica abaixo dos 3% do 4.º trimestre de 2024. O valor do 2.º trimestre de 2026 não foi revisto com os dados novos.
É uma primeira estimativa, que ainda pode mudar
A estimativa rápida sai 30 dias depois do fim do trimestre, com menos informação do que as contas completas. O INE publica resultados mais detalhados aos 60 dias e aos 85 dias. Para medir essas mudanças, compara-se a variação homóloga da estimativa a 30 dias com a dos 60 dias. Desde o 2.º trimestre de 2017, a revisão média, em valor absoluto, foi de 0,1 pontos percentuais. Essa revisão nunca passou dos 0,3 pontos. O INE avisa que uma estimativa feita mais cedo tem mais probabilidade de ser revista.
Fontes
Como verificámos: As taxas de variação foram conferidas no destaque do INE de 30 de outubro de 2026 (estimativa rápida a 30 dias), trimestre a trimestre, em termos homólogos e em cadeia. A diferença em pontos foi recalculada a partir dos valores oficiais, e a descrição da procura interna e externa segue o texto do INE.