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49,4% entregaram a declaração de impostos online, 10.º lugar na UE

Dos 35 aos 44 anos, a proporção chega aos 72,3%, contra 48,7% na média europeia. Os contactos online com o Estado recuaram num ano, mas as marcações pela internet subiram.

Por André Antão

Óculos de armação cor de vinho pousados sobre folhas de papel numa secretária clara, com uma borracha, um lápis e a ponta de uma caneta ao lado
Foto: epicantus / Pixabay

Quase metade das pessoas dos 16 aos 74 anos em Portugal, 49,4%, entregaram a declaração de impostos pela internet no inquérito de 2025. Para muitas famílias, a declaração anual já se trata a partir de casa, sem papel nem deslocações a uma repartição. Na média da União Europeia, a proporção fica nos 38,2%, 11 pontos abaixo. A pergunta abrange os 12 meses anteriores à entrevista, e a última atualização do Eurostat é de 17 de abril de 2026. Um ano antes, Portugal estava nos 51%, o que dá uma descida de 1,6 pontos percentuais.

Portugal fica em 10.º lugar entre os 27 países da UE

Todos os 27 países da União Europeia têm dados para 2025, e só nove ficam acima de Portugal. A Dinamarca lidera, com 84,9%, seguida da Suécia, com 77,9%, e da Estónia, com 76,1%. Logo abaixo de Portugal aparecem a Bélgica, com 47,5%, e a Áustria, com 46,6%. A Espanha, com 38,1%, fica praticamente na média europeia, e a Alemanha não passa dos 29,2%. Mais abaixo, a Itália chega só aos 11,8%, e a Croácia tem o valor mais baixo da UE, com 0,4%.

Gráfico de barras da percentagem de pessoas dos 16 aos 74 anos que entregaram a declaração de impostos pela internet em 2025: Dinamarca 84,9%, Suécia 77,9%, Estónia 76,1%, Portugal 49,4%, média da UE 38,2%, Espanha 38,1%, Alemanha 29,2% e Itália 11,8%.
Pessoas dos 16 aos 74 anos que usaram a internet para entregar a declaração de impostos nos 12 meses anteriores ao inquérito, em % de todas as pessoas dessa idade. Fonte: Eurostat.

Dos 35 aos 44 anos, sete em cada dez já entregam pela internet

Dos 35 aos 44 anos, 72,3% entregaram a declaração pela internet, contra 48,7% na média da UE. É uma distância de 23,6 pontos a favor de Portugal. Dos 25 aos 34 anos a proporção é de 64,7%, e dos 45 aos 54 anos de 62,5%. Depois desce para 44,5% dos 55 aos 64 anos e para 27,3% dos 65 aos 74, quase igual aos 27,6% europeus. Dos 16 aos 24 anos fica nos 18,5%, uma conta feita sobre todos os jovens dessa idade, e não só sobre quem tinha declaração.

Com o ensino superior, a proporção é três vezes maior

Entre quem tem no máximo o 9.º ano, 24,7% entregaram a declaração pela internet em 2025. Com o ensino secundário ou pós-secundário, a proporção sobe para 55,7%, e com o ensino superior chega aos 75,1%. É cerca de três vezes mais do que no grupo com menos escolaridade. Em todos os níveis, Portugal fica acima da média europeia, que vai de 18,8% a 57,6%. Entre homens e mulheres a diferença é pequena, com 50% e 48,9%.

Menos contactos online com o Estado, mas mais marcações

No conjunto dos assuntos, 60,9% das pessoas dos 16 aos 74 anos trataram de algo com serviços públicos pela internet em 2025. Em 2024 eram 64,7%, uma descida de 3,8 pontos, mas o valor continua acima dos 57,7% da média europeia. As marcações e reservas feitas online com serviços públicos subiram de 34,8% para 37,1%, perto dos 38,1% da UE. Já o acesso a informação pessoal guardada pelos serviços públicos chegou aos 52,7%, contra 41,3% na média europeia.

Fontes

Como verificámos: Os valores foram conferidos nos dados do Eurostat (isoc_ciegi_ac, atualizados a 17 de abril de 2026), para Portugal, para a média da UE e para os 27 países. A posição de Portugal foi contada entre todos os países da UE, e as diferenças foram recalculadas a partir dos valores oficiais.

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