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49,4% entregaram a declaração de impostos online, 10.º lugar na UE
Dos 35 aos 44 anos, a proporção chega aos 72,3%, contra 48,7% na média europeia. Os contactos online com o Estado recuaram num ano, mas as marcações pela internet subiram.
Quase metade das pessoas dos 16 aos 74 anos em Portugal, 49,4%, entregaram a declaração de impostos pela internet no inquérito de 2025. Para muitas famílias, a declaração anual já se trata a partir de casa, sem papel nem deslocações a uma repartição. Na média da União Europeia, a proporção fica nos 38,2%, 11 pontos abaixo. A pergunta abrange os 12 meses anteriores à entrevista, e a última atualização do Eurostat é de 17 de abril de 2026. Um ano antes, Portugal estava nos 51%, o que dá uma descida de 1,6 pontos percentuais.
Portugal fica em 10.º lugar entre os 27 países da UE
Todos os 27 países da União Europeia têm dados para 2025, e só nove ficam acima de Portugal. A Dinamarca lidera, com 84,9%, seguida da Suécia, com 77,9%, e da Estónia, com 76,1%. Logo abaixo de Portugal aparecem a Bélgica, com 47,5%, e a Áustria, com 46,6%. A Espanha, com 38,1%, fica praticamente na média europeia, e a Alemanha não passa dos 29,2%. Mais abaixo, a Itália chega só aos 11,8%, e a Croácia tem o valor mais baixo da UE, com 0,4%.
Dos 35 aos 44 anos, sete em cada dez já entregam pela internet
Dos 35 aos 44 anos, 72,3% entregaram a declaração pela internet, contra 48,7% na média da UE. É uma distância de 23,6 pontos a favor de Portugal. Dos 25 aos 34 anos a proporção é de 64,7%, e dos 45 aos 54 anos de 62,5%. Depois desce para 44,5% dos 55 aos 64 anos e para 27,3% dos 65 aos 74, quase igual aos 27,6% europeus. Dos 16 aos 24 anos fica nos 18,5%, uma conta feita sobre todos os jovens dessa idade, e não só sobre quem tinha declaração.
Com o ensino superior, a proporção é três vezes maior
Entre quem tem no máximo o 9.º ano, 24,7% entregaram a declaração pela internet em 2025. Com o ensino secundário ou pós-secundário, a proporção sobe para 55,7%, e com o ensino superior chega aos 75,1%. É cerca de três vezes mais do que no grupo com menos escolaridade. Em todos os níveis, Portugal fica acima da média europeia, que vai de 18,8% a 57,6%. Entre homens e mulheres a diferença é pequena, com 50% e 48,9%.
Menos contactos online com o Estado, mas mais marcações
No conjunto dos assuntos, 60,9% das pessoas dos 16 aos 74 anos trataram de algo com serviços públicos pela internet em 2025. Em 2024 eram 64,7%, uma descida de 3,8 pontos, mas o valor continua acima dos 57,7% da média europeia. As marcações e reservas feitas online com serviços públicos subiram de 34,8% para 37,1%, perto dos 38,1% da UE. Já o acesso a informação pessoal guardada pelos serviços públicos chegou aos 52,7%, contra 41,3% na média europeia.
Fontes
- Eurostat, E-government activities of individuals via websites (isoc_ciegi_ac), Portugal e UE, atualizado a 17 de abril de 2026
- Eurostat, E-government activities of individuals via websites (isoc_ciegi_ac), por país, atualizado a 17 de abril de 2026
- Eurostat, E-government activities of individuals via websites (isoc_ciegi_ac), por idade, escolaridade e sexo, atualizado a 17 de abril de 2026
- Eurostat, metadados do inquérito à utilização de TIC pelos particulares (isoc_i)
Como verificámos: Os valores foram conferidos nos dados do Eurostat (isoc_ciegi_ac, atualizados a 17 de abril de 2026), para Portugal, para a média da UE e para os 27 países. A posição de Portugal foi contada entre todos os países da UE, e as diferenças foram recalculadas a partir dos valores oficiais.