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Ambiente

Emissões de gases com efeito de estufa ficam 12,6% abaixo de 1990

Por habitante, só a Suécia e Malta emitem menos na UE. Face a 1990, porém, o corte português é dos mais curtos. As emissões subiram 46,2% até 2002 e só depois desceram.

Por André Antão

Fila de carros numa via rápida que serpenteia entre bairros de Lisboa, com telhados vermelhos e linhas de comboio ao lado
Foto: Flarius / Pixabay

Portugal emitiu em 2024 menos 12,6% de gases com efeito de estufa do que em 1990, sem contar os solos e as florestas. É o nível mais baixo da série do Eurostat, que começa em 1990. Por habitante, as emissões ficaram nas 4,8 toneladas de CO2 equivalente, o 3.º valor mais baixo da UE. Na prática, o conjunto das atividades do país, da energia aos transportes e à agricultura, lançou em 2024 menos gases do que 34 anos antes. Os dados foram publicados em abril de 2026.

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Desde o pico de 2002, as emissões caíram 40,2%

O ano de 1990 é a base das metas do clima, mas não foi o ano mais alto. Sem solos e florestas, as emissões subiram até 2002. Chegaram aos 86,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente, mais 46,2% do que em 1990. Em 2005 voltaram quase ao mesmo nível, com 86 milhões. Em 2024 ficaram nos 51,5 milhões, uma descida de 40,2% face ao pico. Só de 2023 para 2024, a redução foi de 3%. Por habitante, a conta passou de 8,3 toneladas em 2002 para 4,8 toneladas, menos 3,5 toneladas por pessoa.

Emissões de 2024 em percentagem das de 1990: Irlanda 96,7%, Espanha 94,1%, Portugal 87,4%, Itália 69,8%, França 67,1%, Alemanha 51,9% e Estónia 25,4%.
Emissões de gases com efeito de estufa em 2024, sem uso do solo e florestas, em % do nível de 1990. Fonte: Eurostat.
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Por pessoa, só Malta e a Suécia emitem menos na UE

Entre os 27 países da UE, cada residente em Portugal emitiu 4,8 toneladas em 2024. Só a Suécia, com 4,5, e Malta, com 3,8, ficaram abaixo. O Luxemburgo tem o valor mais alto, com 11,1 toneladas por habitante. Na Alemanha a conta foi de 7,8 toneladas, em França de 5,3 e em Espanha de 5,5. Um português médio está assim associado a menos de metade das emissões de um residente no Luxemburgo.

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Face a 1990, o corte português fica entre os mais curtos da UE

A comparação com 1990 conta outra história. A Alemanha emitiu em 2024 menos 48,1% do que nesse ano, a França menos 32,9% e a Estónia menos 74,6%. Portugal, com menos 12,6%, fica entre os países com o corte mais curto. Só a Espanha, a Irlanda e Chipre têm um índice mais alto do que Portugal, e Chipre até ultrapassou o nível de 1990 em 58,3%. Em 1990, Portugal já tinha as emissões por habitante mais baixas da UE, com 5,9 toneladas. Depois, as emissões subiram 46,2% até 2002.

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A conta deixa de fora os aviões e os navios internacionais

O indicador soma o dióxido de carbono, o metano, o óxido nitroso e os gases fluorados, convertidos em CO2 equivalente. Os voos e o transporte marítimo internacionais ficam de fora. Os solos e as florestas também ficam fora desta versão do indicador, que é a usada nesta notícia. Com esse setor incluído, Portugal emitiu 52,1 milhões de toneladas em 2024, mais 0,6 milhões do que sem ele. O Eurostat não publica a média da UE nesta tabela, porque o total europeu é calculado com outro âmbito.

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Fontes

Como verificámos: Os valores foram conferidos nos dados do Eurostat (tabela sdg_13_10, atualizada em abril de 2026), para Portugal desde 1990 e para os 27 países em 2024. As descidas em percentagem e as posições na UE foram recalculadas a partir dos valores oficiais, e o âmbito foi confirmado nos metadados do Eurostat.

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