Educação
Cursos profissionais com 92,5% de sucesso passam à frente dos gerais
É a primeira vez desde 2018/2019 que a via profissional supera os cursos gerais. É também o valor mais alto da série, iniciada em 2014/2015.
Nos cursos profissionais e tecnológicos do secundário, 92,5% dos alunos passaram de ano ou concluíram o curso em Portugal no ano letivo de 2024/2025. Nos cursos científico-humanísticos, orientados sobretudo para o prosseguimento de estudos, a taxa ficou nos 90,4%. Para quem está a escolher o 10.º ano, a via profissional deixou de ser a que tem a taxa mais baixa. Os números são da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC). Foram atualizados na base de dados do INE a 29 de junho de 2026.
Os profissionais voltam a ficar à frente dos gerais
A taxa conta os alunos do secundário que tiveram aproveitamento no fim do ano letivo, em percentagem dos que estavam matriculados. Nos cursos profissionais, subiu de 89,4% em 2023/2024 para 92,5%, mais 3,1 pontos percentuais. Nos científico-humanísticos, desceu de 91% para 90,4%. Com estes movimentos, a via profissional passou para a frente pela primeira vez desde 2018/2019. Durante cinco anos letivos seguidos, de 2019/2020 a 2023/2024, foram os cursos gerais a ter a taxa mais alta.
É o valor mais alto da série nos cursos profissionais
Os 92,5% de 2024/2025 são o valor mais alto dos cursos profissionais desde 2014/2015, o primeiro ano letivo da série da DGEEC. Nesse ano, a taxa era de 86,5%, 6 pontos percentuais abaixo da atual. O máximo anterior tinha sido de 91,2%, em 2020/2021. Nos cursos gerais, a subida em dez anos foi maior, de 81,6% para 90,4%, mais 8,8 pontos percentuais. Mas estes cursos chegaram aos 92% em 2020/2021, e o valor do último ano letivo é o mais baixo desde 2018/2019.
No total, 8,8% dos alunos ficaram para trás
Com as duas vias somadas, a taxa do secundário foi de 91,2% em 2024/2025, contra 90,4% no ano letivo anterior. Fica ainda abaixo do máximo da série, 91,7%, atingido em 2020/2021. Em 2022/2023 tinha descido para 90,2%, o valor mais baixo desde 2018/2019. Quer isto dizer que 8,8% dos alunos matriculados no secundário não passaram de ano nem concluíram o curso. Em 2014/2015, essa parte era de 16,6%, quase o dobro.
As raparigas têm mais sucesso nas duas vias
Em 2024/2025, 92,1% das raparigas do secundário passaram de ano ou concluíram o curso, contra 90,3% dos rapazes. A diferença repete-se nos dois tipos de curso. Nos profissionais, a taxa foi de 93,5% nas raparigas e de 91,9% nos rapazes. Nos científico-humanísticos, ficou em 91,5% e 89%, pela mesma ordem. Os rapazes dos cursos gerais têm a taxa mais baixa destes quatro grupos, mas os dos profissionais superam as raparigas dos gerais.
O Norte e o Centro lideram, o Algarve fica atrás
A taxa muda muito com a região da escola onde o aluno está matriculado. Em 2024/2025, o Norte teve a mais alta, 94%, seguido do Centro, com 93,5%. No Algarve ficou nos 85,8%, a mais baixa das nove regiões. Os cursos profissionais superam os gerais em sete dessas regiões. As exceções são o Algarve e os Açores, onde a via profissional ficou nos 85,3% e nos 84,4%, abaixo dos cursos gerais.
Fontes
- DGEEC, Taxa de transição/conclusão no ensino secundário por localização geográfica, sexo e oferta (indicador 0012635 da base de dados do INE), atualizado a 29 de junho de 2026. Os anos letivos anteriores obtêm-se mudando Dim1 (7A2015_3 a 7A2024_3)
- DGEEC, o mesmo indicador 0012635 por região NUTS II, ambos os sexos, 2024/2025
- INE, metainformação do indicador 0012635 (fórmula e conceitos)
Como verificámos: Os valores foram conferidos no indicador da DGEEC na base de dados do INE (atualizado a 29 de junho de 2026), ano letivo a ano letivo desde 2014/2015, por sexo e por região, e a definição na metainformação oficial. As diferenças foram recalculadas a partir dos valores oficiais.