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Educação

8% dos jovens nem estudam nem trabalham, já abaixo da meta da UE

Em Portugal, rapazes e raparigas quase empatam. Na média europeia, as jovens ficam mais vezes de fora do que os rapazes.

Por André Antão

Jovem de costas, de cabelo comprido, junto a uma passadeira numa rua com o trânsito desfocado
Foto: ohurtsov / Pixabay

Oito em cada cem jovens dos 15 aos 29 anos em Portugal não trabalhavam nem estudavam em 2025, uma taxa de 8%. Também não frequentavam nenhuma formação. Um ano antes eram 8,7%, segundo os dados do Eurostat atualizados a 30 de outubro de 2026. É o valor mais baixo da série, que começa em 2000, embora o Eurostat tenha mudado o método pelo caminho. Numa família, pode ser o filho que acabou os estudos e ainda não tem trabalho. Ou a filha que deixou a escola e já nem procura emprego.

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Portugal já está abaixo da meta europeia para 2030

A UE quer baixar esta taxa para 9% até 2030, no grupo dos 15 aos 29 anos. Portugal fica 1 ponto abaixo dessa meta, e o Eurostat inclui-o entre os países que já a cumprem. Na média da UE, a taxa foi de 11% em 2025, ainda 2 pontos acima do objetivo. Em Portugal, o valor de 2021 era de 9,7%, acima da meta. Desde então desceu 1,7 pontos, com uma pequena subida em 2023.

Gráfico de colunas da percentagem de jovens dos 15 aos 29 anos que não trabalham nem estudam em Portugal: 9,7% em 2021, 8,5% em 2022, 8,9% em 2023, 8,7% em 2024 e 8% em 2025.
Jovens dos 15 aos 29 anos sem emprego e sem educação ou formação nas quatro semanas anteriores ao inquérito, em % do grupo de idade. Fonte: Eurostat.
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Só três países da UE têm uma taxa mais baixa

Entre os 27 países da UE, só os Países Baixos, com 5,3%, a Suécia, com 5,9%, e a Eslovénia, com 7,6%, ficam abaixo de Portugal. A Chéquia tem os mesmos 8%. No outro extremo está a Roménia, onde 19,2% dos jovens desta idade não trabalham nem estudam. Em Itália, a taxa chega aos 13,3%. Portugal fica 3 pontos abaixo da média europeia, o que corresponde a menos três jovens em cada cem.

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Rapazes e raparigas quase empatam em Portugal

Em Portugal, a taxa foi de 7,9% nas mulheres e de 8,1% nos homens, uma diferença de 0,2 pontos. O Eurostat coloca Portugal entre os três países da UE onde os dois sexos ficam praticamente iguais. Na média europeia, as jovens ficam mais vezes de fora, com 12,1%, contra 10% dos rapazes. A distância cresce dos 25 aos 29 anos, com 17,8% das mulheres e 11,9% dos homens na UE. Em Portugal, nessa idade, são 9,8% e 10,2%.

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Depois dos 20 anos, cerca de um em cada dez fica de fora

Dos 15 aos 19 anos, só 2,9% dos jovens em Portugal não trabalhavam nem estudavam em 2025. Dos 20 aos 24 anos, a taxa sobe para 10,6%, abaixo dos 12% de 2024. Dos 25 aos 29 anos fica nos 10%. Na média da UE, as mesmas idades registam 5,3%, 12,9% e 14,8%. Em todos estes grupos de idade, Portugal fica abaixo da média europeia.

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Em 2013, a taxa chegou aos 16,5%

O indicador conta quem não tem emprego e não teve educação nem formação nas quatro semanas antes do inquérito. Entram tanto os desempregados como quem está fora do mercado de trabalho. É diferente do abandono escolar precoce, que conta os jovens adultos sem o secundário que já não estudam. Em 2013, Portugal registou o valor mais alto da série, com 16,5%. Em 2020, ano do início da pandemia, a taxa subiu para 11%. O Eurostat assinala várias quebras de série, a última em 2021, por isso a comparação com esses anos é indicativa.

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Fontes

Como verificámos: As percentagens foram conferidas nos dados do Eurostat (tabela edat_lfse_20, atualizada a 30 de outubro de 2026), para Portugal, para a média da UE e para os 27 países, por sexo e por idade. A meta de 9% para 2030 e a definição vêm de páginas oficiais do Eurostat. O Eurostat mudou o método em 2021, por isso a comparação com anos anteriores é indicativa. As diferenças em pontos foram recalculadas a partir dos valores oficiais.

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